segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Delírio

    Olhando a linha do horizonte, me peguei pensando em nós. E dando passos na areia, lembrei dos que demos juntos sem ninguém saber. O tempo passou , trilhamos por rumos diferentes,  andamos por caminhos que não se cruzam e por estradas que não tem mais a mesma direção. Mas a saudade permaneceu, as lembranças ainda são constantes e as minhas palavras não ditas ainda estão guardadas a sua espera. A espera do dia em que realmente poderemos reviver aquilo que tanto nos fez felizes. Neste dia, o muso poderá voltar a sua poetisa,para que assim ela possa expressar a tal felicidade que só sentia em sua presença.
 Quando se tinha algo a dizer, tudo havia mais sentido, cada lembrança era um sorriso e cada gesto uma declaração, mas sem você por perto a vida é um deserto sem fim. E por mais difícil que seja admitir, em momentos de fraqueza, a tristeza ainda me toma, procuro a tua face refletida no fundo de cada copo que deixo em meu rastro e em meu  caminho ainda levo profundas lembranças que não me deixaram seguir em paz. A inquietude da tua falta me faz querer ser teu delírio , virar tua cabeça e possuir-te novamente. Mas não sou dona do tempo, nem das tuas vontades, apenas estou a mercê do acaso e das lembranças de palavras tuas.
 A vida é feita de erros e verdades,cometi muitos erros e te disse minhas verdades, mas já que é tão difícil me ter ao teu lado, me deixa ao menos fazer parte das tuas lembranças felizes e nos teus dias mais brandos, estar na tua saudade.Mas se não ver sentido em minhas palavras, não me leve tão a sério, aqui só estão alguns delírios de uma poetisa, com saudade de um tempo que não volta mais.
(J.M)